sexta-feira, 9 de outubro de 2009

MOSTRA CINEMA NACIONAL LEGENDADO NO RIO E EM SÃO PAULO

As crianças contam com uma programação especial no mês de outubro dentro da mostra Cinema Nacional Legendado & Audodescrito, direcionada a portadores d deficiência auditiva e visual. O evento que acontece no Rio de Janeiro aos sábados, às 14h, e em São Paulo, aos sábados e domingos às 11h, todos com entrada franca. Mas além de atender portadores de necessidades especiais, a mostra serve também para a turma pequena que está se alfabetizando.

Entre os filmes programados para o Rio estão “Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida” (dias 10 e 24), “Castelo Rá-Tim-Bum” (único com audiodescrição, dia 17) e “Menino Maluquinho 2” (dia 31).


Já em São Paulo, “O guerreiro Didi e a ninja Lili” (2008) será exibido nos dias 10 e 11 de outubro, enquanto o “Castelo Rá-tim-bum” (2000) acontecerá no final de semana de 17 e 18.

Para os portadores de deficiência audutivia, a mostra Cinema Nacional Legendado conta com legendas closed caption, enquanto os deficientes visuais contam com 40 fones sem fio adaptados à tecnologia avançada, que descreve as cenas dos filmes para quem não pode ver o cenário, figurinos, expressões etc.

SERVIÇO MOSTRA CINEMA NACIONAL LEGENDADO E AUDIODESCRITO
RIO DE JANEIRO
Local: CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL – Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66 – 1º andar – Centro
Sábados, às 14h.
Entrada Franca - Distribuição de senhas – 1 hora antes da sessão.Informações: (21) 3808-2020.

SÃO PAULO
CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL - São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Sábados e domingos – às 11h
Entrada Franca
Distribuição de senhas – 1 hora antes da sessão
Informações: 11.3113-3651 ou 3652

LINHA RETA & LINHA CURVA ESTREIA DIA 10 NO CASARÃO AUSTREGÉSILO DE ATHAYDE, NO COSME VELHO

foto: Jaqueline Machado

O espetáculo teatral Linha Reta & Linha Curva, baseado no conto homônimo de Machado de Assis, estreia dia 10 de outubro, no Casarão de Austregésilo de Athayde, no Cosme Velho (RJ). A comédia de costumes da época tem direção de Dudu Sandroni e traz no elenco Gustavo Falcão, Paula Sandroni, Gisela de Castro, Gláucio Gomes, Otto Jr. e Paulo Hamilton, como narrador.

A peça brinca com o tempo e apresenta um Machado de Assis contemporâneo, fiel ao texto original, mas com trilha sonora e citações de músicas de Roberto Carlos, colocando lado a lado o Rei da Literatura Brasileira e o Rei da Música Popular. Logo no início, Otto Jr., que vive Ernesto Azevedo, declama os versos de “Além do Horizonte” para sua amada Adelaide, papel de Gisela de Castro.

Linha Reta & Linha Curva foi adaptado por Dudu Sandroni para um ambiente bem diferente dos teatros habituais: o Casarão de Austregésilo de Athayde, que data do início do século passado. A montagem se beneficia da arquitetura e da luz natural do local, que empresta à peça uma atmosfera de época. Ao longo do espetáculo, o público passeia pelo jardim e acomoda-se pelos salões do imóvel, como se fosse convidado de um chá da tarde da anfitriã da história.

E tudo está em família: o diretor Dudu Sandroni e a atriz Paula Sandroni são netos de Austregésilo de Athayde e filhos de Cícero Sandroni – presidente da Academia Brasileira de Letras, instituição fundada por Machado de Assis. A escolha do casarão tem ainda um porque especial, já que Machado de Assis ficou conhecido também como o Bruxo do Cosme Velho. O epíteto ganhou força no meio literário quando Carlos Drummond de Andrade publicou o poema: "A um bruxo com amor", no qual o poeta faz referência à casa (número 18) da Rua Cosme Velho, onde Machado passou grande parte de sua vida.

O carioca Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) consolidou uma obra literária que lhe vale o título dado unanimemente pelos críticos de maior autor da Literatura Brasileira. De sua pena saíram diversas obras-primas como “Dom Casmurro”, “O Alienista”, “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, “Quincas Borba”, entre outros romances; além de cerca de 200 contos e algumas peças de teatro, uma de suas grandes paixões. Linha Reta & Linha Curva faz parte do livro Contos Fluminenses, um dos primeiros da carreira de Machado. Trata-se de um conto pouco conhecido, ao contrário dos já foram adaptados para teatro como “A cartomante” ou “Missa do galo”.

Publicado primeiramente em 4 capítulos no Jornal das Famílias em 1865, o conto foi escrito a partir do manuscrito da peça teatral “As Forcas Caudinas”, uma comédia de costumes, escrita por Machado em meados de 1860. O autor amava teatro e foi crítico de peças, mas nunca se empenhou em desenvolver o talento para dramaturgia. No entanto, este conto apresentou tal força cênica, que Dudu Sandroni optou por uma montagem literal, mantendo inclusive a figura do narrador.

O projeto foi vencedor do 1º Edital de Teatro da Eletrobrás, em 2008.

SINOPSE
Ernesto Azevedo e Adelaide são recém-casados, moradores de Petrópolis, que acolhem com frequência a visita de amigos. Um deles é Tito, solteirão convicto que acaba de chegar de uma longa viagem. Na casa dos anfitriões, Tito encontra a jovem e bela viúva Emília. A partir daí os dois começam um jogo de sedução e escárnio, disputas e afetos, até que chega o momento das verdades sobre a mesa.

Ficha Técnica
Direção: Dudu Sandroni
Elenco: Gisela de Castro, Gláucio Gomes, Gustavo Falcão, Otto Jr., Paula Sandroni e Paulo Hamilton
Ambientação cenográfica: Eduardo Roly
Figurinos: Patrícia Muniz
Iluminação: Tomás Ribas
Direção de Produção: Júlio Augusto Zucca
Realização: Zucca Produções

DUDU SANDRONI
Tem se destacado como autor e diretor na área de teatro, tanto infanto-juvenil como adulto. Recebeu o Prêmio Mambembe na categoria Revelação 1988. Seus trabalhos têm recebido dezenas de prêmios e indicações como diretor e autor em diversos festivais. Trabalhou com o diretor Antonio Abujamra no grupo “Os F... Privilegiados” e com Aderbal Freire-Filho no Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, em ambos atuando como coordenador artístico. Foi diretor do Teatro Carlos Gomes e do Teatro Ziembinski. Em 1998, recebeu o Prêmio Mambembe do Ministério da Cultura, na categoria “Personalidade” pela organização do Seminário Permanente de Teatro para a Infância, realizado no Rio de Janeiro. Integrou a nova equipe da Secretaria de Estado de Cultura do Governo RJ como Assessor Especial de Artes Cênicas (2001/2002). É um dos fundadores da Associação dos Produtores Teatrais/ RJ, APTR. Foi diretor assistente e coprodutor de “O que diz Molero”, saudado pela crítica especializada como o melhor espetáculo de 2003. Em 2005, dirigiu “Os Diferentes”, com textos de Carlos Drummond de Andrade, pela qual recebeu o Prêmio CBTIJ de Melhor Diretor/2005. Coordenou a campanha “Teatro para Todos”, da APTR (2006/2007). Em 2007, dirigiu e produziu “Rasga Coração”, de Oduvaldo Vianna Filho, pelo qual foi indicado para os prêmios Shell e Contigo de Teatro, na categoria melhor diretor. Integrou o elenco do espetáculo “A Noviça Rebelde”, dirigido por Charles Müler e Cláudio Botelho, que relizou mais de 350 apresentações em temporadas no Rio de Janeiro e São Paulo (2008/2009).

GUSTAVO FALCÃO
Gustavo nasceu em Recife (PE), em 1977. No teatro, participou da peça “A Máquina”, ao lado de Wagner Moura, Lázaro Ramos e Vladimir Brichta, e da versão cinematográfia do espetáculo, sob direção de João Falcão. No cinema, atuou ainda nos filmes “Árido Movie”, “Fica Comigo Esta Noite” e “Meu nome é Dindi”. Na TV, trabalhou nas novelas “Cobras & Lagartos” e “As Filhas da Mãe”, da TV Globo.

PAULA SANDRONI
Atuou em peças do Tablado de Maria Clara Machado dos 14 aos 20 anos. É atriz do grupo “Os F... Privilegiados” desde 1991. Em 1993, viajou para Londres para estudar teatro físico na Desmond Jones School of Mime. Em 2002, foi a atriz brasileira escolhida para um espetáculo de elenco internacional produzido para a World Summit (Rio+10): “Guardians of the Deep” teve direção do inglês John Martin. É Mestra em Teatro Brasileiro pela UNI-Rio (2002-2004). Principais trabalhos no teatro: “Senhora Macbeth”, “Cristal Bacharach”, “Ópera do Malandro”, “O casamento do pequeno burguês”, “Tudo no timing”, entre outros. Na TV, trabalhou em “Cobras & Lagartos”, “Esperança”, “Desejos de mulher” e “O amor está no ar”. Já no cinema, atuou nos filmes “O maior amor do mundo”, de Cacá Diegues, e “Não se pode viver sem amor”, de Jorge Durán.

GISELA DE CASTRO
Atuou em peças de Márcio Vianna, Domingos Oliveira e Michel Bercovitch. Atuou em “Artorquato”, ao lado de Gilberto Gawronski; fez a personagem Lisístrata em “Greve de Sexo”, com tradução de Millôr Fernandes; e produziu e atuou em “Brutal”, de Mario Bortolotto, entre outros espetáculos. Em cinema, atuou nos longas-metragens “Quase Dois Irmãos”, de Lúcia Murat e “Mulheres do Brasil”, de Malu de Martino. Em 2006, produziu e co-dirigiu o espetáculo “O Pequenino Grão de Areia”, de João Falcão – Melhor espetáculo de 2006 – e, em 2008, produziu e foi diretora assistente de “Procura-se Hugo”, de Diléa Frate. É sócia e Diretora Artística da Zucca Produções.

Paulo Hamilton
é ator da Cia Os Atores de Laura

Otto Jr.
é ator da Cia Teatro Autônomo (direção Jefferson Miranda)

Gláucio Gomes
trabalha com Moacir Chaves, entre outros.

SERVIÇO: “LINHA RETA & LINHA CURVA”
Local: Casarão Austregésilo de Athayde
Endereço: Rua Cosme Velho, 599
Data: de 10 de outubro a 1º de dezembro de 2009, de sábado a terça
Horários: Sábados e domingos às 16hs. Segundas e terças às 15hs
Ingressos: R$20,00 / R$10,00 (meia)
Duração: 85 minutos
Classificação etária: livre
Capacidade de público por sessão: 40 pessoas
Reservas pelo telefones: (21) 8820-1600 / (21) 2556-5265 (Zucca Produções)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009


Benito di Paula lança seu primeiro DVD
Benito di Paula – Ao Vivo
01/10/2009

Autor de inúmeros clássicos da nossa música popular, Benito diPaula está de volta. Treze anos depois de lançar seu último CD, Benito realiza um antigo sonho e presenteia seus fãs com um DVD gravado em julho desse ano, no Rio de Janeiro. É o primeiro DVD de sua carreira, que chega às lojas via EMI Music nos formatos CD e DVD.
Gravadas por vários cantores, dentro e fora do Brasil, canções como "Charlie Brown" e "Retalhos de Cetim" ressurgem no espetáculo que lotou o Vivo Rio (RJ). Visivelmente emocionado, Benito fez a platéia cantar seus grandes sucessos e convidou o filho, Rodrigo Veloso, para dividir o palco e o indispensável piano na música “A beleza que é você mulher”.

Para os que estavam com saudades de Benito di Paula e sua coleção de sucessos, a boa notícia: o show registrado em DVD reúne todos os clássicos do repertório do artista. Pianista autodidata, aos quase 68 anos e em grande forma vocal, Benito atualiza canções como "Tudo está no seu lugar", “Mulher Brasileira", "Como dizia o mestre", “Bandeira do Samba", "Ah! Como eu amei", “Osso duro de roer”, “Do jeito que a vida quer”, “Osso duro de roer”, “Maria Baiana Maria” e “Sanfona branca”. Para a gravação, incluiu um hit dos nos 80, da dupla Sullivan e Massadas: “Me dê motivo”.

Com produção caprichada e figurino de noite de gala, coisa que Benito nunca abriu mão, o DVD Ao Vivo apresenta três novas canções: “Unidos de Tom Jobim”, homenagem ao compositor; “Pagode da cigana”, de compasso mais agitado, e "Quero ser seu amigo", samba romântico que fez os casais dançarem de rostinho colado.
Nascido em Nova Friburgo (RJ), Benito gravou seu primeiro LP em 71, já radicado em São Paulo, depois da experiência como crooner na noite. Três décadas depois, o samba melodioso com tempero latino, a voz inconfundível e, sobretudo, a assinatura única de seu piano, ganham registro à altura da trajetória de sucesso de Benito di Paula.

TAMBORO COMPETINDO NA PREMIÈRE BRASIL DO FESTIVAL DO RIO





TAMBORO, que na língua do povo ingaricó quer dizer: “para todos sem exceção”, é um filme de Sergio Bernardes que está concorrendo na Premiére Brasil do Festival do Rio na categoria documentário. O filme conta com importantes depoimentos de pensadores brasileiros como Leonardo Boff, Rose Marie Muraro, Aziz Ab´Saber, Ailton Krenak, Seu Jorge e anônimos que formam um Brasil multicultural, criando um tecido de depoimentos e imagens reverente à natureza, e amoroso com o habitante dessa terra. O filme traz uma necessária e atual reflexão sobre nosso país, uma edição emocionante, e trilha sonora do próprio Sérgio, que gravou separadamente os sons das cenas filmadas, e música do maestro Guilherme Vaz.




Como poucos brasileiros, Sergio Bernardes filmou o país e o seu tempo. Foram anos de livre pensar o cinema. Temas como diversidade cultural, meio ambiente e ecologia são palavras-chave da poética bernardiana e paradigmáticas dos tempos atuais. O planeta está se dando conta de que a natureza é vulnerável e passível de ser irremediavelmente destruída. Em TAMBORO, último filme do cineasta, que morreu prematuramente em 2007, Sergio tratou destas questões cruciais, criando uma obra absolutamente singular e única no cinema nacional.



Para Sergio Bernardes, a questão não é nem ecológica nem sociológica, mas civilizatória. A dificuldade de pensar o Brasil é não se perder entre uma natureza sagrada e uma sociedade mutante. Temos que estar à altura tanto da sociedade como da natureza brasileiras, saber olhá-las no que elas têm de singular. As imagens do Monte Roraima e dos Lençóis Maranhenses provocam uma estupefação diante do sublime. Palavras não bastam. Como lidar com estes templos de pureza sem tomá-los como meros colírios ecológicos? Como pode um país possuir intocadas estas matrizes originais de um mundo pré-diluviano junto com as mais graves deformações urbanas e sociais? Para além da relevância temática e da profunda atualidade da obra, a forma como Sergio faz cinema rompe as fronteiras da linguagem documental, tradicionalmente assentada em uma ordem do pedagógico-histórica. Em TAMBORO, a história do país é contada com uma intensidade independente da narrativa, do envolvimento com a trama. Sergio Bernardes fez um cinema que instiga o olhar para os instantes das imagens, assim como para o seu movimento. Convida e emociona o público a refletir livremente sobre o Brasil.




Para o crítico de arte e curador do MAM/RJ, Luiz Camillo Osorio, “Desde Glauber-Oiticica-Tropicalismo poucos ar-tistas conseguiram por o Brasil para pensar-se a si mesmo. Sergio Bernardes é um artista-visionário e nesta obra, o que menos importa é o que já se sabe, viu e ouviu, mas sim tudo que ainda está para ser dito/visto/ouvido. O cineasta percorreu o Brasil por dentro e pelas beiradas e sabe da sua inviabilidade maravilhosa.”

O filme TAMBORO será exibido nas seguintes sessões:

Sessão de Gala
5 de outubro, 2ªf. 17h15Cinema Odeon Petrobras.
Sessões Estação VIVO Gávea
6 de outubro, 3ªf. 13h30 e 20h sala 3

Sessão Popular
7 de outubro, 4ªf. 15h
Cinema Odeon Petrobras

Debate
7 de outubro 4ªf 17hGalpão da Cidadania